A reunião da diretoria da Associação Empresarial de Lages realizada na última segunda feira (09), contou com as presenças do presidente da OAB Lages, Gabriel Antunes, e do presidente da Comissão de Direitos Humanos, Afrânio Camargo, para uma conversa sobre a ampliação e a centralização do sistema prisional em Lages

Superlotação

O Presídio Masculino do bairro Santa Clara atende atualmente dez comarcas, abrangendo 27 municípios, muitos deles sem estrutura adequada para a custódia de detentos. Esse cenário contribui diretamente para a superlotação das unidades existentes e amplia os riscos à segurança, além de comprometer os processos de ressocialização. Hoje, o presídio masculino em regime fechado possui capacidade para 253 detentos e o presídio regional em regime semiaberto dispõe de 200 vagas. Ambos operam com superlotação.

Ampliação 1.600 vagas

Na reunião, Dr. Afrânio esclareceu que o projeto não prevê a construção de dois novos presídios e, sim, a transferência do Presídio Regional para o bairro Santa Clara, anexo ao presídio masculino e ampliação do Presídio Masculino, com previsão de mil vagas no regime fechado e 600 no semiaberto.

Terreno de 318 mil m²

Segundo o presidente da Comissão, o projeto já conta com terreno adquirido, uma área de aproximadamente 318 mil m², anexo ao complexo. A execução das obras é de responsabilidade do Governo do Estado, que já conta com os recursos previstos e aprovação administrativa.

Emprego para detentos

O deputado Nilso Berlanda, que participou da reunião, compartilhou sua experiência como empresário ao manter parceria com o sistema prisional, destacando resultados concretos em produtividade, disciplina e reinserção social. Desde 2010, o Grupo Berlanda mantém uma fábrica de móveis instalada dentro da penitenciária em São Cristóvão do Sul. A unidade conta atualmente com 10.000 m² e emprega cerca de 300 detentos, com ampliação já em andamento de mais 1.000 m².

Fonte: Comunicação Acil

@barao.online

E o leitor, o que acha da ampliação?

 

 

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